
Foi uma pergunta que uma pessoa religiosa, cheia de zelo pela salvação de minha alma, me fez. Ela deu motivo a uma longa conversa sobre filosofia religiosa. Agora, eu faço a mesma pergunta a você, meu amigo visitante: o que você está fazendo com a sua vida?
Olhe ao seu redor. Se tem família estruturada, olhe para sua prole - filhos, netos - e olhe para seus aderentes - genros, noras, ou pretendentes a isto. Como você os vê? Até onde eles corresponderam ou estão correspondendo às suas expectativas como pai, como mãe? Numa escala de 0 a 100, em que posição você os colocaria? Se sua família é desagregada, cada um lutando sozinho pelo pão-nosso-de-cada-dia, responda: o que aconteceu para que ela se desmanchasse? Onde está sua responsabilidade? Onde a responsabilidade do Estado? Onde a responsabilidade da Mídia?
Não, não sou religioso. Pelo contrário, sou avesso às religiões exotéricas, como o Evangelismo, o Catolicismo, o Protestantismo... enfim, sou contra qualquer religião que enxerga Deus e Homem como duas entidades separadas entre si e em cuja relação o segundo tem que mendigar a atenção do primeiro. Em minha visão não há Deus sem o Homem e não há Homem sem Deus. Agora, olhe ao seu redor... Metaforicamente, é claro. Você está satisfeito com o que vê? Com a proliferação do vírus da AIDS entre a juventude feminina brasileira? Com a proliferação do vírus do herpes genital nos jovens púberes e adolescentes? Com o modismo cognominado "ficante"? Com a febre das "baladas", onde proliferam drogas, bebidas e coito à granel, que enlouquecem a juventude de hoje e a desnorteia completamente de valores que realmente dignificam e orientam a vida? Você está feliz em se ter tornado responsável por um núcleo familiar?
É com você.
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